Shamo (軍鶏)
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Última atualização: 25/02/2022
Cor das penas
Akasasa (vermelho-dourado), Abura (variante com mais preto), Shirosasa (branco), Preto, Branco, Goishi (malhado), Shōjō (vermelho-intenso).
Crista
Crista tripla (Sanmai-kan) ou crista noz (Kurumi-kan).
Cor do lóbulo da orelha
Vermelho.
Pele
Amarela.
Cor das pernas
Amarela.
Peso médio aproximado
| Tipo | Macho | Fêmea |
|---|---|---|
| Grande Shamo | 5,6 kg | 4,8 kg |
| Médio Shamo | 4,1 kg | 3,0 kg |
| Yakido | 2,5 kg | 1,8 kg |
| Pequeno Shamo | 1,0 kg | 0,8 kg |
Produção anual de ovos
Aproximadamente 100 ovos por ano.
Canto
curto
Características
Raça desenvolvida para combate (galos de briga), portanto, apresenta instinto de luta muito forte.
Possui peito musculoso, pescoço ereto e porte altivo, de aparência imponente.
As penas são curtas e muitos exemplares têm o centro do peito com pele exposta avermelhada.
Sua carne é muito saborosa, razão pela qual é usada amplamente na produção de frangos caipiras (jidori) em várias regiões.
Foi designado Monumento Natural do Japão em 1941 (ano 16 da era Shōwa).
País de origem
Tailândia.
História
Acredita-se que a raça tenha se originado a partir de galos de briga trazidos da Tailândia para o Japão no início do período Edo.
Entretanto, há pinturas do período Heian (séculos VIII–XII) que mostram galinhas semelhantes ao Shamo, o que sugere que aves do tipo Shamo já poderiam existir no Japão antes disso, embora só tenham se estabelecido definitivamente no período Edo.
O nome “Shamo” vem de “Siam” (シャム), antiga denominação japonesa da Tailândia.
Por ter sido criado para o combate, o melhoramento inicial priorizava a agressividade e a resistência.
Os machos derrotados nas rinhas eram aproveitados para alimentação, dando origem ao famoso “Shamo-nabe” (ensopado de Shamo).
Com o tempo, o sabor da carne de Shamo foi muito apreciado, e não apenas os galos derrotados, mas também cruzamentos entre Shamo e outras raças locais — chamados “Shamo-otoshi” — passaram a ser usados na culinária.
Por ser uma ave maior que as outras raças nativas japonesas, o Shamo produzia mais carne, e acabou se tornando sinônimo de frango de qualidade.
Vale destacar que a carne dos machos adultos aposentados das rinhas era muito dura, portanto, o Shamo-nabe popular no final do período Edo provavelmente era preparado com Shamo-otoshi criados especificamente para consumo, semelhantes ao frango caipira japonês atual.
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