INSTALAÇÕES

 

1. Instalações Principais



As instalações descritas no manual são planejadas para garantir bem-estar, segurança, conforto térmico e controle sanitário das aves. As principais estruturas são:

1.1. Galinheiro ou Abrigo Principal

  • Função: Local de descanso, abrigo noturno e proteção contra intempéries.

  • Materiais:

    • Estrutura: madeira tratada, metal galvanizado ou alvenaria.

    • Cobertura: telhas de fibrocimento, cerâmica ou alumínio, com inclinação mínima de 30%.

    • Piso: cimento liso com leve caimento (2%) para facilitar higienização e drenagem.

  • Dimensões técnicas (por ave adulta):

    • Área útil: 0,6 a 1,0 m².

    • Altura mínima: 2,20 m.

    • Pé-direito ventilado com aberturas teladas.

  • Ventilação: natural cruzada, orientando o galinheiro no sentido leste-oeste para minimizar incidência solar direta.

  • Iluminação: natural (janelas de 15% da área do piso) e artificial (lâmpadas de 5W/m²) para manejo noturno.

  •  





1.2. Piquetes ou Solários

  • Função: Áreas externas para exercício, banhos de sol e comportamento natural.

  • Dimensão ideal: 10 a 15 m² por ave.

  • Fechamento: tela galvanizada nº 14 ou 16, altura mínima de 1,8 m, enterrada 30 cm no solo.

  • Piso: natural, preferencialmente gramado, com rotação periódica (descanso de 20–30 dias) para evitar contaminações e erosão.

  • Sombreamento: árvores de copa alta (moringa, leucena, ou sombrite 50%).



1.3. Baia Individual (Baia de Galo Mura)

  • Função: Alojamento individual dos reprodutores ou galos em treinamento.

  • Estrutura técnica:

    • Área: 1,5 a 2,0 m² por baia.

    • Altura: 1,2 a 1,5 m.

    • Divisórias: madeira, fibrocimento ou blocos, evitando contato direto entre galos.

    • Piso: cimentado ou com camada de areia grossa (para conforto e fácil limpeza).

  • Acessórios:

    • Poleiro de madeira redonda (3 a 4 cm de diâmetro).

    • Comedouro e bebedouro individual.

    • Cobertura parcial (½ da área) para proteção contra chuva e sol.




1.4. Baia de Matrizes (Reprodução)

  • Função: Instalação para acasalamento e coleta de ovos.

  • Dimensão: 2,5 a 3,0 m² por trio (1 galo + 2 galinhas).

  • Ninho: 35x35x35 cm, com fundo forrado de maravalha.

  • Iluminação controlada: 14h de luz total (natural + artificial) para estimular postura.

  • Ventilação: abertura superior com tela para fluxo de ar constante.

  •  



1.5. Incubatório e Área de Pintos

  • Localização: deve ser isolado das áreas de adultos para evitar contaminação cruzada.

  • Ambientes:

    • Sala de incubação: com controle de temperatura (37,5 °C) e umidade (55–60%).

    • Sala de nascedouro: temperatura de 36 °C e umidade de 70%.

    • Sala de pintos (creche): piso de maravalha, com campânulas de aquecimento (32–34 °C na 1ª semana).

  • Higienização: obrigatória a cada ciclo, com desinfecção e ventilação mínima de 24h antes de novo lote.

  •  



 2. Instalações de Apoio

2.1. Depósito de Ração e Suprimentos

  • Estrutura seca, ventilada e livre de roedores.

  • Piso impermeável e prateleiras a 20 cm do chão.

  • Separação de ração, medicamentos e materiais de limpeza.

2.2. Sala de Equipamentos e Higienização

  • Local para limpeza e desinfecção de bebedouros, comedouros e utensílios.

  • Pia com ponto de água corrente e drenagem adequada.

  • Presença de tanque de imersão com solução sanitária (ex: quaternário de amônio).

2.3. Ponto de Desinfecção (Pedilúvio e Rodolúvio)

  • Localizados na entrada do aviário e nos acessos principais.

  • Contêm solução desinfetante trocada semanalmente.


 3. Conforto Ambiental

ParâmetroIdealObservações
Temperatura interna22–28 °CGalos são sensíveis a calor excessivo.
Umidade relativa60–70%Acima disso favorece fungos e doenças respiratórias.
Velocidade do ar0,5–1,0 m/sPromove renovação de ar sem causar correntes.
Luminosidade10–12 h/diaControlada com cronômetro em instalações cobertas.

 4. Boas Práticas de Manejo e Biossegurança

  1. Controle de entrada — apenas pessoal autorizado com vestimenta exclusiva.

  2. Limpeza e desinfecção — diária em comedouros e bebedouros; geral semanalmente.

  3. Rodízio de piquetes — essencial para quebrar o ciclo de parasitas.

  4. Controle de roedores e insetos — armadilhas e manejo do lixo.

  5. Isolamento sanitário — aves doentes devem ser separadas imediatamente.

  6. Registro técnico — planilha de consumo, peso, mortalidade e desempenho.


 5. Sustentabilidade e Eficiência

O Manual do Galo Mura também orienta sobre práticas sustentáveis:

  • Reaproveitamento de água de chuva para limpeza.

  • Compostagem de cama e esterco para uso agrícola.

  • Uso de vegetação nativa para sombreamento natural.

  • Construções modulares com materiais recicláveis (ex: madeiras de reflorestamento).


 6. Esquema Resumido das Instalações

[Entrada Principal] │ ├── Pedilúvio / Portão Sanitário │ ├── Depósito de Ração ── Sala de Limpeza │ ├── Galinheiro Central │ ├── Baias Individuais │ ├── Baias de Matrizes │ └── Corredores Laterais de Manejo │ ├── Piquetes Externos (rotativos) │ └── Incubatório e Creche de Pintos (área isolada)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Shamo na Culinária

Como em todo o mundo a aves que são utilizadas em melhoramento genetico, e nao é diferente com o nosso galo e galinha Shamo, um breve resumo...